As runas surgiram há mais de 3 mil anos, entre os vikings. São letras mágicas gravadas em pedras, com nomes que variam um pouco de acordo com a região onde eram utilizadas. Cada pedra oferece mais de uma possibilidade de interpretação – a mensagem que ela encerra depende da pergunta e também da combinação com as outras pedras que saíram na jogada.

Antigas inscrições de runas entalhadas em pedra existem em vários lugares: na Europa de Norte (Noruega, Suécia, Islândia), central (Dinamarca, atual Alemanha e Áustria), na Grã Bretanha e ao longo do rio Danúbio até o Mar Negro. Porém a mais antiga inscrição rúnica descoberta foi a gravada sobre um broche, descoberto no pântano da Dinamarca e datada do século I.

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Foram encontradas nas escavações, nos pântanos e nos túmulos runas gravadas sobre uma grande variedade de objetos como armas (espadas, flechas, escudos), broches, amuletos (em osso, madeira, pedra, metal), ferramentas, pentes, anéis, chifres para beber, estatuetas, caixas, medalhas, fivelas e diversos adornos, todos originários do primeiro e segundo século. Além dos objetos móveis acima citados existem gravações rúnicas sobre objetos fixos como rochas, pedras pictográficas, monumentos, paredes de fiordes e grutas.

As primeiras referências sobre o uso oracular e mágico das runas foram feitas pelo historiador romano Tácito e pelo imperador Julio César. Eles mencionam e descrevem estacas de madeiras sagradas gravadas com símbolos rúnicos usadas pelos xamãs e chefes tribais para fins oraculares e mágicos. Por terem sido os países nórdicos cristianizados muito mais tarde do que o resto da Europa as runas foram usadas livremente para fins religiosos, mágicos e profanos ( em inscrições sobre monumentos e nas casas, nos manuscritos, calendários agrícolas e documentos) até os séculos X e XII, dependendo do pais.

Apesar da sua posterior perseguição e proibição pela igreja cristã, que as considerava sinônimos de magia negra, o uso das runas e a reverência às antigas divindades continuou entre a população das regiões mais remotas de Suécia até o século XVII. Na Islândia, após sua interdição no século X, qualquer transgressão era punida com a prisão e até mesmo a morte. Fragmentos do conhecimento oculto antigo foram preservados em mitos, lendas, folclore, tradições populares, “superstições” e práticas de cura natural. Mas a verdadeira sabedoria e os rituais ancestrais não sobreviveram devido às perseguições religiosas e ao posterior surgimento da sociedade e cultura racional, materialista e tecnológica.